
"O Vento e Eu"
Mário Quintana
O vento morria de tédio porque apenas gostava de cantar mas não tinha letra alguma para a sua própria voz, cada vez mais vazia... Tentei então compor-lhe uma canção tão comprida como a minha vida e com aventuras espantosas que eu inventava de súbito, como aquela em que menino eu fui roubado pelos ciganos e fiquei vagando sem pátria, sem família, sem nada neste vasto mundo... Mas o vento, por isso, me julga agora como ele... E me dedica um amor solidário, profundo!




Escrito por carol às 14h45
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